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Crítica- O estagiário

por falarmd, em 30.09.15

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O novo filme de De Niro e Hathway, desta vez numa comédia abordando um assunto relativamente novo, ocupação de idosos, por assim dizer. Neste filme temos Ben Whittaker(Robert De Niro ), um viúvo de 70 anos desiludido com a sua reforma. Por isso, aproveita uma oportunidade e volta a trabalhar, desta vez como estagiário no site de moda gerido por Jules Ostin (Anne Hathaway).Como disse no começo, é refrescante ver abordado este tipo de assunto, o valor da experiencia, e termos um relacionamento que não é romântico mas sim do tipo pai e filha.No entanto este filme é escrito por Nancy Meyers, conhecida por comédias românticas, e neste filme há momentos que se fosse com um protagonista jovem conseguia-mos ver este filme como uma comédia romântica, esse factor provocará alguns problemas depois.O filme é engraçado, com piadas subtis mas que são engraçadas e estamos alegres o tempo todo , mas em nenhum momento fiquei a chorar a rir. O melhor deste filme é o relacionamento entre De Niro e Hathaway, que tem uma química muito boa, e acreditamos na amizade entre os dois.O filme tem vários personagens secundários que estão ali para dar um bocado de comédia ao filme e justificar a necessidade de ter um estagiário tão velho. No entanto o filme consegue transmitir a ideia que os mais velhos tem algo a acrescentar com a sua experiencia. O filme aborda outro assunto que é a ideia de uma mãe de família estar a trabalhar e os problemas que isso acarreta, e consegue dar uma boa perspectiva sobre o assunto. O desenvolvimento da relação entre as personagens é orgânico e permite que haja algumas pequenas historias ao mesmo tempo. É engraçado e ao mesmo tempo ternurento ver o aparecimento da relação entre De Niro e Rene Russo, se bem que acho ela muito nova para ele. Algo que também é interessante é a interacção de De Niro e os colegas de trabalho que está lá para ser o conselheiro e resolver os problemas pessoais dos colegas.O filme é acima de tudo querido com uma boa mensagem, no entanto porque tem a mesma estrutura que uma comédia romântica mas sem o romance o final do filme deixa algo a desejar, parece que a autora não sabia como acabar o filme sem esse elemento de romance. Não me digam que se virem este filme e não pensarem que se fosse alguém como Bradley cooper o final seria diferente.No final de contas, este filme é uma boa comédia com boas mensagens que toda a família pode ver e gostar, no entanto não consigo recomendar ver este filme no cinema, mas se o puderem arrendar não hesitem.

 

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publicado às 20:45


Critica- A visita

por falarmd, em 27.09.15

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 O novo filme de M. Night Shyamalan que fez bons filmes como o sexto sentido e porcaria como Avatar:the last airbender, desta vez ele regressa com um filme de terror.Demoro a fazer as críticas para filmes de terror pois não gosto do género, e ultimamente não tem saído nenhum bom. Neste filme dois irmãos,Becca(Olivia DeJonge) e Tyler(Ed Oxenbould), vão passar o fim de semana a casa dos avós, numa remota quinta na Pensilvânia. Quando descobrem que o casal está envolvido em algo profundamente sinistro, vêem as suas hipóteses de regressar a casa diminuir a cada minuto que passa. Uma coisa excelente que este filme consegue fazer é manter-nos cativados e interessados no que está a acontecer. O filme começa algo lento, mas ao mesmo tempo reparamos que algo está mal, com pequenas dicas aqui e ali conseguem subir a tensão no filme que quando é realizada a verdade do filme os restantes minutos estão carregados de tensão e leva-nos numa viagem que incomoda e ao mesmo tempo é fascinante. Pelos vistos ninguém consegue fazer um filme de terror sem ser "Found fotage"(imagens retiradas de câmaras que estiveram a filmar, tipo documentário), e este é um dos maiores falhas do filme, pois apenas é justificado para dar um susto, de resto podiam ter deixado de lado esse truque e feito um filme melhor.Olivia DeJonge é excelente neste filme, no entanto o actor que interpreta o seu irmão é irritante mais que tudo, se bem que consegue imprimir algum humor no filme. Os avós neste filme conseguem convencer e fazer-nos acreditar que todos os problemas são devido a idade, de destacar a avó(Deanna Dunagan) que consegue numa cena ser cativante e depois virar completamente para o assustador.Como filme de terror este filme é muito bom, criando lentamente a tensão para no  terceiro e final acto termos momentos verdadeiramente assustadores, em que não sabemos o que irá acontecer.Finalmente Shyamalan fez um bom filme, depois da porcaria que tem feito anteriormente. No final, detestei este filme, mas não por ser um mau filme mas sim por ser um bom filme de terror, algo que detesto. Geralmente quando são filmes"Found fotage" fico entediado, no entanto Shyamalan consegue criar um filme envolvente que tem um "Twist", mas que não adivinham, só mais para a frente do filme é que começamos a suspeitar. Para quem gosta de terror este é um dos melhores que saiu ultimamente, vale a pena ver no cinema.

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publicado às 01:18


Crítica- Evereste/Everest

por falarmd, em 23.09.15

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O monte Evereste já foi conquistado, este filme é baseado em acontecimentos reais e tenta contar a história de uma expedição de 1995 que correu mal. Neste filme retrata o percurso de duas expedições diferentes, uma liderada por Rob Hall(Jason Clarke) e outra liderada por Scott Fischer(Jake Gyllenhaal) que se juntam e são desafiadas além dos seus limites por uma das mais ferozes tempestades de neve enfrentadas pela humanidade. A sua coragem foi testada pelos mais duros elementos no planeta, com os escaladores a enfrentar obstáculos quase impossíveis que transformaram a obsessão de uma vida numa luta pela sobrevivência. Este filme é o género de filme que têm mais impacto visto no cinema. A cinematografia é bela e torna a montanha no protagonista da história. Visto no cinema não podemos nos deixar de maravilhar com a beleza das paisagens e a dureza dos elementos, por isso quando a tempestade cai sentimos a tensão subir, pois se com bom tempo compreendemos o perigo, com a chegada da tempestade vemos a inutilidade de lutar contra a montanha.Um dos melhores aspectos deste filme é conseguir convençer a noção de perigo,nesse aspecto se algum dia quiser subir uma montanha este filme não ajuda a convençer.Cheio de grandes actores, o filme não chega desenvolver as personagens, talvez a de Hall e Beck (Josh Brolin) um pouco em que estabelecem as suas circunstancias e pouco mais. Gyllenhaal aparece no filme mas não é verdadeiramente uma personagem no filme, quase parece um "cameo", assim como Keira knightley e Sam Worthington. E o pouco desenvolvimento das personagens leva a que quando acontece a morte de alguém quase não sentimos. Algo que na minha opinião não funcionou bem, mas percebo a intenção, foram os cortes na história, a história passa-se durante mais de um mês e condensam o treino e preparação na primeira parte do filme.Gostei que o filme deu os aspectos técnicos de uma expedição como esta e terem nos convencido da razão de alguns estarem lá. Outro problema do filme é que na segunda parte deste filme, não sabia quem era quem e quem, quem morreu e sobreviveu. Se não houvesse o destaque em algumas personagens, com o equipamento que usam, fica difícil distinguir e reconhecer as personagens e discernir o seu destino. Algo que é muito bom neste filme é que só no final é que sabemos quem vive e morre, não sendo fácil no inicio descobrir o destino dessas personagens. No final tenho dificuldade em saber se recomendo ou não este filme, por um lado se forem ver este filme, a melhor maneira é no cinema, por outro a história é fraquinha e com pouco desenvolvimento de personagens. Vou no entanto recomendar ver no cinema mas numa matine que é mais barato, pois no final conseguiram criar um filme com tensão do principio ao fim, e com uma verdadeira noção do perigo desta expedição.

 

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publicado às 20:41


Critica - Maze Runner: Provas de fogo

por falarmd, em 17.09.15

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 A continuação da série Maze Runner, que foi uma surpresa agradável, considerando o que tem produzido neste género de filmes. A história continua só que desta vez já não há labirinto, mas sim um ambiente pós apocalíptico. Neste filme Thomas (Dylan O'Brien) e os seus companheiros enfrentam o maior desafio até ao momento: procurar pistas sobre a obscura e poderosa organização conhecida como CRUEL. A viagem leva-os à Terra Queimada, uma paisagem desolada e cheia de obstáculos. Em conjunto com a resistência, os Clareirenses vão enfrentar as forças superiores da CRUEL e descobrir os seus sinistros planos. Como disse no principio gostei do primeiro só que sofria com um final que basicamente gritava sequela, e tendo visto essa sequela posso dizer que gostei. Os actores fazem um bom trabalho, principalmente Dylan O'Brien, e gosto das suas interações com Newt(Thomas Brodie-Sangster). E claro o interesse romântico Teresa(Kaya Scodelario), que por não ser a principal história do filme, não me incomodou. No entanto, neste filme não temos desenvolvimento de personagens, elas são quase tipos, o heroi, etc, muito do desenvolvimento e compreensão do que cada um é, está dependente de termos visto o primeiro filme. Quem também esteve bem no filme foi Aidan Gillen como Jason, no entanto estava basicamente a interpretar a sua personagem da guerra dos tronos, espero que consiga outros papeis sem ser o do vilão.Em termos de história a primeira meia hora é muito boa conseguindo cativar e interessar a audiência, o meio do filme é um bocado sem ideias repetindo muitos dos cliches de ficção cientifica, em certos momentos parece o filme Divergente, noutros os Jogos da Fome. No entanto o final consegue recuperar de um meio do filme sem ideias, mas sofre do mesmo problema que o primeiro filme que é estar basicamente a preparar uma sequela.Achei o tom um bocado sombrio, mas nunca deixei de estar entretido. Os efeitos especiais e o ambiente e cenários do filme são bons, mas nada de inovador, nesse aspecto o primeiro oferecia algo de novo. Devo dizer que utilizaram a desculpa da doença para basicamente colocarem zombies no filme, que no inicio eram assustadores mas que depois exageraram no CGI tirando o que havia de melhor nesse segmento. Dito isso o filme é uma boa sequela do primeiro filme, mas para realmente nos importarmos com as personagens temos que ter visto o primeiro, mas geralmente quem vai ver este filme já viu o primeiro por isso não há problema. No final este filme é um bom filme que se gostaram do primeiro vale a pena ver no cinema, mas se não viram aluguem o primeiro e se gostarem vão ver este ao cinema. Novamente uma surpresa agradável, uma sequela que não é horrível.

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publicado às 23:33


critica - Sem saída

por falarmd, em 17.09.15

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 Owen Wilson costuma fazer comédias mas desta vez experimenta com um thriller. Neste filme interpreta um empresário americano (Owen Wilson) e a sua família fixam residência no sudeste da Ásia.Apesar da relutância da mulher(Lake Bell). De repente, vêem-se no meio de uma violenta revolta política e passam ter de procurar uma forma segura e rápida de fugir enquanto os rebeldes atacam a cidade.Este filme tem muitas coisas boas a seu favor, principalmente a criação de suspence, a partir do momento que começa a violência, o filme consegue nos manter expectantes no destino desta família.Pierce Brosnan aparece neste filme talvez uns 15 minutos, se isso, interpretando basicamente um james bond retirado, e os momentos entre ele e Owen Wilson são os melhores momentos de diálogo neste filme. Wilson e Bell conseguem convencer como família em perigo e é perturbador o que eles passam no filme. De certo modo este filme é quase como se fosse um filme de acção e terror, mas que se não fosse pela situação não tinha vilões definidos.Os antagonistas são iguais ao litro e só estão lá para representar o perigo imediato, sem grande desenvolvimento ou explicação, por isso quando ele mata alguns nós não sentimos nada para além de alivio por ele estar bem. Dito isso, a família principal também não é desenvolvida para além de alguns traços, a esposa não quer estar nesse país, o marido é obrigado a ir lá e tenta fazer o melhor de uma má situação, sinceramente não há mais desenvolvimento para além disso. Não havendo desenvolvimento de personagens, pelo menos a acção começa passado 10 minutos se tanto, e como o titulo do filme, eles encontram-se sem saída e o espectador, mesmo sem desenvolvimento das personagens, encontrasse a esperar que tudo corra bem, muito graças ás interpretações de Wilson e Bell.No entanto houve coisas que me chatearam, principalmente a atitude das miúdas na primeira parte do filme, vendo o que se estava a passar elas não sabiam se calar e tentar seguir ordens agindo antes como empecilhos para o pai, o que numa situação normal não acredito que isso acontece-se. Outro problema do filme é que tenta dar uma mensagem anticapitalista que aparece do nada e que não tem consequencia no que se está a passar, pois o principal deste filme é sair dessa situação e quase param o filme para inserir essa mensagem. O filme cumpre o seu objectivo e do principio ao fim estamos a torcer pela família, no entanto senti-me angustiado pelas circunstancias do filme, que não foi tão agradável pois uma pessoa consegue acreditar que isso poderia acontecer, apesar de não ser uma história verdadeira. No computo geral, recomendo o filme a quem gosta de terror e thriller, porque em muitas maneiras este filme quase parece um filme de zombies em que temos alguém a tentar sobreviver contra uma massa de gente, no entanto se vão ver os filmes para se divertirem este é um filme a evitar.

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publicado às 22:59


Recomendação - ET's in da Bairro

por falarmd, em 16.09.15

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 Este filme neste momento está a passar no AXN, por isso é fácil de ver, no entanto não consegui encontrar o horário do filme.Para quem gosta de comédia, scifi, acção e aliens este filme é ideal para ti. Neste filme temos Pest (Alex Esmail), Dennis (Franz Drameh), Jerome (Leeon Jones), Biggz (Simon Howard), e Moses (John Boyega) são cinco jovens delinquentes prontos para mais uma investida. Porém, no preciso momento em que se preparam para assaltar a enfermeira Sam (Jodie Whittaker), uma luz cai sobre a cidade de Londres e destrói um carro, a pouca distância deles. Quando um ser monstruoso sai dos destroços, Moses abate-o friamente, transformando-se no herói da noite. Mas aquele grupo de pequenos criminosos, apesar de habituado a lidar com situações imprevistas, acaba por viver o pior pesadelo das suas vidas. Depois de abaterem um ser de um outro planeta, toda a cidade é atacada e o grupo transforma-se no principal alvo de uma guerra interplanetária. Assim começa a luta de cinco rapazes de um bairro pobre que, perante a ameaça de uma espécie invasora, determinados a tudo para se manterem vivos, acabam por salvar a Terra. Antes de mais a premissa é interessante, o que aconteceria se alienígenas aterrassem num bairro de criminosos, de certo modo este filme quase parece uma guerrilha a tentar sobreviver o invasor só que estão a jogar em casa. Este filme é várias coisas e consegue equilibra-las para a satisfação do espectador, é um bom filme de Sci fi, tem boa acção, e ainda por cima tem excelentes momentos de comédia. Sendo um filme de orçamento pequeno é incrível como conseguiram criar alienígenas originais e assustadores. Em muitos momentos este filme consegue ser claustrofóbico pois eles ficam presos num complexo de apartamentos e com cada vez menos saídas. O aspecto deste filme que para mim não funcionou tão bem foi o gangster que apesar de ameaçador era um bocado caricaturado e só pensava em si sem ter conta da situação. Sem querer entrar em spoilers este filme tem a coragem de mostrar a realidade da vida no bairro e não se inibe de matar personagens. Numa nota á parte, foi bom ver a aparição de Nick Frost num pequeno papel neste filme. Os actores neste filme são bons, apesar de serem jovens, conseguem que acreditemos na sua camaradagem e no final do filme estamos a torcer por gangsters que no inicio do filme achávamos desprezíveis. Um excelente filme, se o apanharem na TV, gastem um bocado de tempo e vejam, sei que dá no AXN, só não sei quando.

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publicado às 00:45

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 O novo filme de Jesse Eisenberg, neste interpreta um gajo mocado, os trailer prometiam algo como "Pineapple Express", mas será este filme a próxima comédia mocada. Neste filme Mike(Jesse Eisenberg) empregado de uma estação de serviço que vive com a sua namorada Phoebe (Kristen Stewart) numa pequena cidade do interior com uma rotina diária, aparentemente, infeliz e desmotivada que, de repente, vê a sua vida virada do avesso. Sem se lembrar absolutamente de nada, Mike é um agente da CIA altamente treinado, letal que anda sempre mocado. Num piscar de olhos, o seu passado secreto volta para assombra-lo e Mike vê-se no meio de uma operação do governo que quer eliminá-lo, de uma vez por todas. Para o ajudar nesta maratona marada de acção, Mike é forçado a convocar o seu herói de ação interna para sobreviver. Sendo publicitado como uma comédia de acção, e tendo esses elementos, no fundo este filme é sobre o amor de duas pessoas Mike e Phoebe. Devido a estes elementos conflituosos o filme é um bocado desequilibrado, quando há momentos de acção, são bons, a comédia funciona na maior parte e no meio disto tudo, como principal história, temos o romance entre os personagens principais. Tentando equilibrar tanta coisa, a história do filme sofre por causa disso, eu digo que a história principal é um romance mas durante o filme temos tantas histórias que fica difícil discernir o principal. Se viram o trailer viram a maioria das cenas de acção, e a comédia não é tanta como o trailer insinua, no entanto é um filme agradável e com personagens que queremos torcer, se bem que o vilão do filme, se é que se deve chamar isso, é fraquinho e em muitos momentos irritante, o agente Yates(Topher Grace). Eisenberg consegue ser convincente como mocado e ao mesmo tempo conseguimos acreditar que ele é altamente treinado, Stewart é excelente como a namorada e no final é a química entre os dois que torna este filme bom, e dá ao espectador algo para torcer. No final este filme é muito desequilibrado e foi uma decepção, considerando o quanto eu gostei do trailer, no entanto é um filme que se vê bem e com boas cenas de acção e comédia(apesar de serem menos do que gostaria), não recomendo ver no cinema mas se o virem não vão ficar decepcionados.

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publicado às 00:45

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 O quarto filme da série Transporter, no entanto esses filmes eram protagonizados por Jason Statham desta vez escolheram recomeçar a o série com um novo protagonista Ed Skrein. Este filme tem como pano de fundo o submundo do crime na França, Frank Martin (Ed Skrein) é conhecido como The Transporter; é o melhor condutor que o dinheiro pode comprar. Frank entregará qualquer coisa por um preço. Só tem três regras simples: nada de nomes, nada de perguntas e nada de renegociações. Neste quarto filme conhece Anna (Loan Chabanol), a líder de uma quadrilha de assaltantes que tem como objectivo destruir uma operação de tráfico de seres humanos. Este filme desvia-se muito da premissa original, referindo apenas as regras do transporter e depois de certo modo ignorando  o senso comum que fica frustrante depois de 15 minutos do filme. A acção é decente neste filme, no entanto as melhores cenas estão no primeiro e segundo acto, por isso quando chega ao grande confronto ficamos á espera de mais. Uma das melhores coisas neste filme é a dinâmica entre Frank e o seu pai (Ray Stevenson), em certo modo parecida com aquela entre Indiana Jones e o seu pai. No entanto o maior ponto fraco neste filme é o facto que de certo modo elas não precisam do transporter e ele não faz nada para além de bater nos tipos, será que ele colaborar fazia parte do plano. A maneira como o fazem colaborar é raptando o pai, que é um espião e no entanto é raptado por prostitutas, e depois pelo vilão. Quando esta a conduzir as cenas são fixes mas o filme adopta um tom sério que torna ridículas a maior parte das cenas. Ed Skrein parece um bom actor mas a direcção neste filme foi errada pois em nenhum momento acreditamos no seu profissionalismo que era uma das melhores coisas dos outros filmes. Adoptando um tom mais sério e ao mesmo tempo humanizando o personagem principal esquecem-se do que era tão divertido nos outros filmes. E esse mesmo tom prejudica quando fazem coisas que são ridiculamente estúpidas, andar por um aeroporto num carro, e o pior de tudo é que uma das raparigas é atingida por uma bala e depois de a socorrerem com coisas improvisadas, passado um bocado ela está a andar e fazer coisas que com o tipo de ferida que teve não poderia fazer. No final o filme tem ideias engraçadas mas esquece que a série transporter sempre soube o que era e nunca se levou muito a sério, optando por ir por um tom mais sério. E falta a presença de Statham neste filme que dava legitimidade ao papel de durão no filme, Ed Skrein é muito bonito para este papel. Não posso recomendar ver no cinema, este filme é bom para ver em casa, talvez alugar e não se irão arrepender.

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publicado às 22:37


crítica -Nos Jardins do Rei

por falarmd, em 08.09.15

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 Este filme já não está no cinema, no entanto uma amiga minha perguntou-me se valia a pena ver este filme, só agora é que o consegui ver e de modo a responder a essa questão aqui está a crítica. Neste filme o Rei Luis XVI (Alan Rickman) solicita ao famoso arquiteto André Le Notre (Matthias Schoenaerts) um projecto para os jardins do Palácio de Versalhes. Para o auxiliar, o arquitecto contrata a bela e arrojada paisagista Sabine de Barra (Kate Winslet), dona de um estilo completamente oposto. O facto irá provocar alguns confrontos que aos poucos desaparecem e dão lugar a uma relação mais íntima, para grande desgosto de Madame Le Notre (Helen McCrory). Como é visivel pela sinopse, este filme é principalmente uma história de amor mas com pano de fundo a alta sociedade francesa do século 18. As interpretações neste filme são boas e adorei ver Stanley Tucci como um nobre da corte francesa. Mas a principal protagonista é Kate winslet e faz um excelente trabalho como mãe torturada e ao mesmo tempo apaixonada, tem uma cena com o resto da corte feminina francesa que ilustra esse ponto. A história de amor neste filme é boa mas não é tão desenvolvida como gostaria que fosse, em vez disso prestam mais atenção á construção do jardim e à sociedade francesa. O maior problema deste filme é que  tem demasiadas histórias que quer contar, a seu crédito conta-as todas mas ao mesmo tempo perde coesão principalmente sendo uma história de amor o suposto centro deste filme.No entanto, este filme consegue captar o que seria a alta sociedade desse século, dar uma imagem do que seria a construção dos jardins do palácio de Versalhes. Não sei se é baseado em acontecimentos verdadeiros, mas apesar dos seus problemas de foco na história, em nenhum momento deixamos de estar interessados no que se está a passar no filme, e os cenários e guarda roupa são lindos, dando uma ideia do que seria a moda naquela altura. Como filme é mediano mas se o apanharem na tv ou alugarem vão ficar interessados, se gostarem de filmes de períodos da história este é um bom exemplo, sendo interessante e ao mesmo tempo dando uma imagem do que seria a sociedade naquela altura.

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publicado às 00:24


top 10 filmes de 2015 até agora

por falarmd, em 04.09.15

O verão acabou e está a chegar a época em que saem os filmes que costumam ser candidatos aos Óscares, portanto vamos olhar para trás para os melhores filmes que saíram este ano. Vou desqualificar filmes que foram nomeados para os Óscares pois esses foram lançados nos Estados Unidos em 2014, por isso filmes como Birdman e a Teoria da imitação não irão aparecer nesta lista. Quero realçar que esta é a minha opinião pessoal, e sendo um fan boy da Marvel já devem adivinhar dois que irão aparecer na lista, mas a ordem poderá surpreender. Nesta lista vão aparecer filmes que me diverti e filmes que são obras primas por direito.

 

10- Paddington

10-paddington1.jpgEm numero 10 temos Paddington, um filme que não gostei dos trailers, mas que depois quando vi, foi um filme com muita emoção, o urso é adorável e acreditamos na sua relação com a família, e acima de tudo tinha um humor subtil e muita ternura. Se tem filhos ou sobrinhos este é um filme a ter na vossa colecção.

9- Mad Max, estrada da Fúria

9-76341_pt.jpgO numero 9 cabe a Mad Max, um filme com emoção e acção do principio ao fim, é visualmente excelente mas não fica mais alto na lista pois a história é fraquinha, mas compensado pelas melhores cenas de acção deste ano. Continuo a achar que o filme deveria se chamar Furiosa pois Max quase não faz nada no filme.

 8 - Missão: Impossível, nação secreta

8-177677_pt.jpgEm 8ª posição temos um filme que é o quarto numa "franchise", nestas alturas os filmes perdem qualidade mas Tom Cruise consegue outra vez fazer um filme divertido com acção espectacular, em suma tudo o que queremos de um filme de verão. Com uma das melhores perseguições de motas que vi recentemente, e a cena na água. Outro filme a ter na colecção.

7- Divertida Mente / A ovelha Choné -O Filme

7-150540_pt.jpg7- 263109_pt.jpgSei que é batota, mas em 7ª posição decidir pôr estes dois filmes pois não consegui escolher entre os dois. Divertida Mente é um filme que nos faz pensar e o retorno da Pixar a fazer bons filmes de animação. A ovelha Choné é um dos filmes que mais me diverti, com um estilo de animação que adoro. Dois bons filmes para ter na colecção e mostrar aos filhos, sendo que os adultos também podem apreciar.

 

6- Spy

6- 238713_pt.jpgEm 6º temos o filme Spy, que quando entrei para ver não estava a espera de grande coisa, mas conseguiu me surpreender com uma comédia que não usa o óbvio e que subverte o género de filme de espiões. Como adoro comédias, até ver esta é uma das melhores de 2015.

5- Mundo Jurássico

5- 135397_pt.jpgEm 5º temos um filme que é a razão pela qual vamos ao cinema, para nos imersar num mundo diferente, e passados tantos anos desde o primeiro filme(Parque Jurrásico) é bom ver uma continuação digna da qualidade do original. E depois quem não gostou de ver Chris Pratt a caçar com velociraptors.Muitas cenas fixes neste filme. Outro para a colecção.

4- Vingadores: A era de Ultron

4-avengers-age-of-ultron-poster.jpgEste filme está em 4º não porque não me tenha divertido mas porque as expectativas eram tão grandes que de certo modo decepcionou. Porém, é um excelente filme, que com quase 3 horas não notas o tempo a passar. É sempre bom rever estas personagens, e é um filme cheio de acção e divertimento. Sem dúvida mais um filme para acrescentar á colecção Marvel.

 3- Ex_machina

3-Ex_Machinaposter.jpgNa medalha de bronze, e no 3º lugar temos Ex machina, ficção cientifica no seu melhor. Com apenas 3 personagens conseguiram contar uma das mais originais e interessantes histórias deste ano. Os actores estavam excelentes no filme, o filme é tão envolvente que cativa a audiência do principio ao fim. Um dos melhores filmes deste ano e gostaria que fosse nomeado para algum óscar.

2- Antman/Homem Formiga

2- 102899_pt.jpgEm 2º lugar e quase ficando com a 1ª posição temos Antman, não sendo o espectáculo que foi os Vingadores, é um filme melhor pois conta uma boa história com excelentes cenas de acção e com muito humor. Apreciei mais este filme que os vingadores pois é uma história original e é a primeira vez que vemos o Antman.Estou ansioso por vê-lo no próximo filme da Marvel. E vai mais um prá colecção.

 

 1- Kingsman: serviços secretos

1-Kingsman-Poster.jpgEm 1º temos um filme cujo trailer era bom mas que não estava a espera que o filme fosse tão bom. Quando um filme consegue nos convencer que Colin Firth é um durão, temos um bom filme. Com vilões ameaçadores, o estilo de James Bond combinado com acção e lutas melhores que Missão impossível, temos a receita para o sucesso. Se ainda não viram este filme, vejam pois não sabem o que estão a perder.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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