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Crítica - Salve, César! / Hail Caesar!

por falarmd, em 25.02.16

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Outro dos meus filmes mais antecipados do ano, o trailer prometia, adoro os realizadores, mas será que cumpre. Neste filme voltamos a era dourada de Hollywood, Baird Whitlock (George Clooney), um ator canastrão, é raptado durante a rodagem de um épico passado na era do Império Romano. Os raptores pedem 100 mil dólares de resgate e afirmam ser "O Futuro". Eddie Mannix (Josh Brolin) é um ansioso diretor da Capitol Studios que, de repente, perde a estrela da sua gigantesca e dispendiosa produção e tem apenas um dia para o encontrar. O filme tem muitos elementos espectaculares, que é pena que o final nos deixe desapontados. Os actores são excelentes neste filme, e o filme está cheio de bons actores. Está tão cheio que temos actores que aparecem quase para um cameo, como Jonah Hill. Os visuais deste filme são incríveis e levam-nos para essa época e os filmes que eram feitos nessa época, a cinematografia está de parabéns. O diálogo é excelente e muito engraçado, no entanto, como de costume, acho que o humor destes realizadores não é para todos. Para mim o filme está cheio de cenas engraçadas. O filme tem também cenas de grande beleza que retratam os filmes e o cinema da época, nesses momentos o filme brilha e os actores mostram porque são bons actores. Scarlet Johanssom, é excelente no filme, e que consegue surpreender no seu papel. Mas a grande estrela do filme, é Josh Brolin, adoramos acompanha-lo enquanto ele resolve os problemas, mas tenham em atenção que era uma época diferente, por isso não se surpreendam com as ideias dele, ou os actos se formos honestos. Mas o actor traz uma presença imponente e sem paciência para idiotas, o facto do actor ser possante ajuda ao aspecto intimidatório. Apesar de ser sério, Brolin consegue convir a comédia da situação e a interacção entre ele e Clooney, é algo que tem que ser visto. Os irmãos Cohen são os únicos que conseguem tornar Clooney como um "palhaço", e ele abraça o idiotismo da personagem. Devido ao carisma de Clooney, apesar de interpretar alguém idiotico, o magnetismo trespassa o ecrã. Dito isso, o maior problema do filme é a história, pois vamos de cena em cena, apesar de grandiosas e excelentemente concebidas, não acrescentam muito á história principal. A história em si é simples, só que com elementos elaborados á volta, que no final ficamos decepcionados pois não há propriamente uma resolução satisfatória para o filme, acaba apenas. Tem muito bons actores, como Johansson e Tatum, mas cujas histórias são auxiliares, acrescentando pouco á história principal. No final, o filme é bom com elementos magníficos, mas que não combinam para dar uma boa história, e como disse o final deixa a desejar. Como comédia funciona, mas o ponto forte do filme é o retrato da era dourada de Hollywood. Esperava mais, mas não é um mau filme, boa comédia e bom espectáculo, algumas personagens cativantes, final fraco... Vale a pena ver no cinema, numa matine, acho que o publico alvo são os saudosistas dessa era e de cinema em geral.

 

 

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publicado às 00:52


Crítica - Zootrópolis/ Zootopia

por falarmd, em 25.02.16

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 Um dos filmes que mais estava a espera para este ano, adorei os trailers, e adoro filmes com animais. Neste filme temos a moderna metrópole mamífera de Zootrópolis é uma cidade como não existe igual. Composta por zonas de habitats, como a luxuosa Sahara Square e a gelada Tundratown, é um local onde animais de todas as espécies podem viver juntos – um sítio onde não interessa quem se é, desde o maior elefante até ao mais pequeno rato, pois cada um pode ser quem quiser. Mas para a otimista Judy Hopps, ser o primeiro coelho numa força policial de grandes e difíceis animais, não é fácil. Determinada a vingar, agarra a oportunidade de resolver um caso, mesmo que isso signifique ser parceira da faladora, rápida e fraudulenta raposa, Nick Wilde, para resolver o mistério. Da Disney, esperamos excelência, e na maioria conseguiram. O filme é engraçado, com piadas para crianças e adultos, mas em nenhum momento usam piadas fáceis. Bem tem algumas, mas são tão engraçadas que vou deixar passar. A animação é excelente, demonstrando tudo o que se pode fazer com o 3d, mas o que foi mais cativante foi o desenho das personagens que faz sentido neste mundo que criaram. Falemos então do mundo animal, aqui representado, em nenhum momento saímos do filme pois algo parece inverosímil, o mundo faz sentido, e tem uma mensagem que é muito pertinente actualmente: nem tudo o que é suposto ser perfeito, o é. O filme está cheio de mensagens positivas, que irão dar bons conselhos ás crianças; tu podes ser tudo o que quiseres, não julgues os outros com base nas aparências, deves aceitar os outros e as suas diferenças. Mas o melhor do filme são as personagens, Hopps é optimista, mas sentimos a sua luta em tentar vençer algo considerado inadequado para ela. No entanto, o filme faz com que faça sentido ela conseguir ser policia, e nesses momentos ela domina. Não é uma personagem fraca que precisa de ajuda, mas sim alguém forte e independente.Wilde,a raposa, é manhosa, mas de uma forma que é engraçada, e as primeiras interacções entre ele e Hopps, são algo que ensina as crianças mas ao mesmo tempo é hilariante(mas não quero fazer spoilers, estejam atentos). Apesar de ter defeitos, quando é explicado a sua origem, ficamos com grande simpatia pela personagem, apesar de que em nenhum momento ele é irritante, é sim charmoso. A história do filme, para além de ter uma boa mensagem, tem um twist, que não vi chegar, quando pensei que iam acabar acrescentam algo que nos deixa siderados. Se há algo que posso dizer de negativo é que depois do twist a história torna-se previsível, enquanto que até esse momento era cativante e original. Porém sendo um filme para crianças elas não irão notar. Algo que também foi negativo: o filme acabar com um numero musical que na minha opinião era desnecessário.No final este filme vale a pena ver no cinema, e após ter escrito a crítica, vejo que gostei do filme mais do que pensei, será algo que irei adicionar á minha colecção de DVD's, excelente. Resumindo, quem tiver filhos vejam este filme no cinema, não se irão arrepender, e os adultos irão gostar.

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publicado às 00:18


Crítica - Trumbo

por falarmd, em 21.02.16

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 Mais um filme que só agora chega ao nosso país, mas mesmo assim a tempo dos Óscares, mas será que é tão bom como o anunciado.Neste filme vemos a carreira de sucesso do argumentista Dalton Trumbo (Bryan Cranston) durante os anos 40 termina de forma abrupta quando ele e outras personalidades de Hollywood são colocadas na Lista Negra devido às suas crenças políticas. "Trumbo" narra a história da sua luta contra o governo dos EUA e os chefes dos estúdios, num confronto sobre a liberdade e o direito de expressão que envolveu toda a gente em Hollywood, de Hedda Hopper (Helen Mirren) e John Wayne, a Kirk Douglas e Otto Preminger. Sendo um filme que trata sobre acontecimentos reais, há muita gente que sai mal na fotografia, nomeadamente John Wayne. O filme é excelente, e trata da época do velho Hollywood com o glamor da época. Algo que o filme consegue muito bem é dar um ar de glamour ao filme, com excelente cinematografia e com cenários tirados de filmes dessa época. Dito isso, o que brilha neste filme é a história humana, não foca no problema politico, no entanto quando chega o final e aborda o problema, nessa altura estamos tão investidos no que se passou que é uma das cenas mais emocionantes do filme. O filme é cativante, mas que se baseia no diálogo das personagens e das situações, não será para todos. Mas se dermos oportunidade ao filme, iremos estar interessados no que está a acontecer, na luta da personagem e na injustiça da situação. Mas algo que deveria ser dito acerca do filme,é que o filme, no centro, é sobre a luta de uma família e o deteriorar das relações e como Trumbo aguentou esses tempos negros. Relativamente aos personagens, Cranston é excelente neste papel, e traz uma fragilidade á personagem de Trumbo mas ao mesmo tempo um desafio e convicção no que acredita. Mas o que faz este filme funcionar é a relação entre a família, Diane Lane como a esposa é excelente, e em certos momentos ajuda o espectador a compreender a personagem de Trumbo. No entanto, o que me fez adorar o filme foi ver o desenvolver da relação de pai e filha.Neste caso a filha é interpretada por Elle Fanning, que adoramos como pequena, mas que torcemos por ela devido á situação familiar. Todo o conjugar do que se passa na família, culmina num discurso final que é excelente, e nos traz lágrimas aos olhos. Mirren como a repórter, é um bocado desperdiçada, mas que entendo, pois o filme é sobre Trumbo e não sobre ela. Lois C K, como um dos colegas de Trumbo, foi excelente, e a relação entre ele e o protagonista foi uma das melhores do filme. A ideia do que se passou(problema político), não está á frente no filme, é grande parte do filme, mas convêm-na de uma forma que compreendemos o que se passa e sentimos revolta com o que se passou a estas personagens sem bater no ceguinho.Apesar de ser um drama, não é demasiado dramático, mas com toques de comédia, que torna tudo mais sério no discurso final e percebemos que sentimos algo pelo que aconteceu. No final, mesmo sendo um drama, não posso deixar de recomendar este filme, algo que vale a pena ver no cinema, e se eu gostasse do género acrescentaria este filme á minha colecção de DVD's.

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publicado às 00:15


Crítica - A floresta / the forest

por falarmd, em 19.02.16

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 Não gosto de filmes de terror, mas tive a oportunidade de ver este,será que me fez mudar de ideias. Neste filme temos Sara (Natalie Dormer) viaja até ao Japão em busca da sua irmã gémea desaparecida. A procura acaba por levá-la até à floresta de Aokigahara, um local tradicionalmente usado por suicídas que pretendem pôr fim à vida. Apesar dos avisos para se manter nos trilhos, Sara acaba por entrar nas profundezas da floresta onde é confrontada com as almas atormentadas dos mortos que perseguem quem se atreva a cruzar os seus caminhos. Vou ser curto e grosso, o estado actual dos filmes de terror é basicamente utilizar "Jump scares", sustos que aparecem de repente, esquecendo-se da história. Um dos maiores problemas deste filme é que a história, e a direcção do filme, fazem com que seja aborrecido.O filme só tem hora e meia, mas sinceramente passado 20 minutos, estava a olhar para o relógio. Não se passa nada no principio, e durante o filme o que acontece é "jump scares", que me fizeram saltar do assento(por assim dizer), mas que não acrescentam nada á história.E o final, torna a história, na maior estupidez que a protagonista fez. Sinceramente, tenham noção do que estão a fazer.Aspectos positivos no filme: tem bons visuais, é giro ver a floresta, Dormer é boa no papel. Eu definitivamente não sou o publico alvo deste filme, dito isso, mesmo assim o filme é demasiado chato, em que na maioria do filme não se passa nada. Na meia hora final, o filme consegue ser assustador, mas o final tira todo o sentido ao filme. No final, se conseguirem suportar meia hora em que não se passa nada, talvez recomende a fãs do género uma matine(mas mesmo assim, só se adorarem sustos).Para a maioria dos espectadores é para ver na TV, não é horrível, chato sim, mas tem sustos. Realmente o melhor que posso dizer do filme é que tem alguns sustos(Jump scares=sustos baratos).

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publicado às 01:24


Crítica - Zoolander Nº 2 / Zoolander 2

por falarmd, em 18.02.16

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Uma das melhores comédias para mim é o original Zoolander, no entanto este vem depois de quinze anos de ausência, ninguém estava a pedir este filme, pior ainda, sequelas de comédia raramente são boas. Neste filme temos Blue Steel. Le Tigre. Magnum… olhares tão poderosos que conseguem parar uma estrela ninja no ar e travar planos diabólicos  para dominar o mundo. Apenas um modelo masculino é capaz de conciliar tanta beleza e poder com apenas um beicinho… Derek Zoolander. A última vez que vimos Derek (Ben Stiller) e Hansel (Owen Wilson), o duo divertia-se no "Centro Derek Zoolander Para Crianças Que Não Sabem Ler Bem E Querem Aprender A Fazer Outras Coisas Bem Também" e Mugatu (Will Ferrell) estava atrás das grades. Mas uma catástrofe imprevisível força o duo ao isolamento. Quinze desafiantes anos depois, Derek e Hansel seguiram caminhos diferentes e permanecem bem longe do resto do mundo. É então que lhes chega um convite especial para participarem num grande evento de moda em Roma. Derek e Hansel conhecem os bizarros e excêntricos designers que dominam a moda atual e depressa percebem como tudo mudou drasticamente. É enquanto lutam pela relevância neste estranho mundo novo de blogs, vlogs e moda anti-moda, que são recrutados para impedir uma conspiração mortal... O filme tem boas intenções, no entanto falha no essencial, a comédia. Durante a elaboração deste filme, quiseram dar uma mensagem social, existem vários tipos de beleza, e nesse aspecto tenho que aplaudir o filme por ter pelo menos uma boa mensagem. No entanto, divergiram da premissa inicial, e se antes era engraçado ver os dois modelos idiotas em situações irreais, neste filme vemos os mesmos personagens confrontados com a realidade e com problemas reais, e não é engraçado. A vida sem regras ou sentido que eles viviam antes era o que tornava o filme engraçado, ao adicionar a realidade ao filme tirou tudo de engraçado e passou a ser triste. Os actores basicamente interpretam os mesmos personagens, só que mais velhos e sem ideia do que se passa. Stiller continua o mesmo, e de certo modo, se não tivesse gostado do primeiro tinha desistido do filme, mas Stiller continua a convencer e ser engraçado na sua absurdidade. Wilson, nota-se que não queria estar no filme, e arrasta-se ao longo do filme. Ferrell, continua bom como Mugatu, mas só aparece a meio do filme, e nesse momento não percebemos bem o que se está a passar ou porque é que ele voltou. Ri-me algumas vezes por causa do ridículo a que a sociedade e a moda chegou, mas de resto o filme tem piadas(supostamente) que sinceramente não percebi nem consegui identificar. Algo que o filme exagera, é nos cameos, sinceramente aparecem aqui pessoas por aparecer, o pior de todos é um por Katty Perry, que sinceramente não percebi o porquê de estar lá. Outros que tem papeis de relevo só estão lá, quase como cenário pois a história muda quando Ferrell chega e basicamente são abandonados. Outra coisa que o filme não aprendeu com o primeiro, manter a história simples, por mais absurdo que fosse, pelo menos tinha uma história simples. Este filme começa com algo, depois muda, e no final ficamos a pensar: a sério, toda esta intriga por isto, porque é que eles tinham que estar presentes. Justiça seja feita, eles explicam no filme, mas para o que era suposto ser o grande objectivo da conspiração, não percebi a necessidade de Zoolander aparecer.No final, o filme desaponta, não sendo engraçado, boas intenções mas pouco mais. Se forem fãs possivelmente gostarão de rever as personagens, mas mesmo assim só recomendo ver na TV, a quem nunca ouviu falar deste personagem, evitem pois não traz nada de novo ou engraçado, perda de tempo.

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publicado às 01:08


Crítica - quarto / room

por falarmd, em 15.02.16

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 Se há um tipo de filme que me custa ver, esse é o género do drama, não vou ao cinema para ficar deprimido, no entanto este filme é tido como um dos melhores do ano. Neste filme vemos Jack(Jacob Tremblay) tem cinco anos e vive com a mãe(Brie Larson), carinhosa e dedicada. Como qualquer boa mãe, dedica-se a manter Jack feliz e seguro, alimentando-o, dando-lhe calor e amor e fazendo coisas normais como inventar jogos e contar histórias.No entanto, as suas vidas nada têm de normal. Jack e a sua mãe estão confinados a um pequeno quarto sem janelas onde ela criou todo um universo para garantir que, mesmo neste ambiente traiçoeiro, Jack é capaz de viver uma vida completa e gratificante. Mas, à medida que a curiosidade de Jack cresce e a resiliência da mãe atinge um ponto de ruptura, os dois elaboram um arriscado plano de fuga que, em última análise, os vai colocar perante algo que pode vir a ser ainda mais assustador: o mundo real.O filme é muito bom, no entanto não muda a minha opinião sobre dramas. A história é tocante e em certos momentos emocionante, mas em nenhum momento deixamos de estar investidos no destino dos dois protagonistas.Larson é excelente no papel de mãe, conseguindo convir todas as emoções necessárias aos vários momentos. Sentimos o amor pelo filho, o desespero dela e todo o conflito que ela sente, uma excelente interpretação digna de Óscar. Mas quem surpreende é Tremblay, que consegue acompanhar Larson, com várias emoções e no final a personagem cresceu. É uma história perturbadora, cujo início não indica os problemas subjacentes, mas não quero entrar em spoilers. Não só vemos a vida no quarto como também acompanhamos as cenas na vida real. Não sei qual dos dois momentos é melhor se o carinho demonstrado no quarto, ou a luta em se adaptarem á vida real. Apesar de ser um filme dramático, no final ficamos satisfeitos e contentes com o final, pois o filme consegue nos fazer investir emocionalmente nas suas duas personagens. Aquando da realização do que se passa realmente, sentimo-nos perturbados, no entanto o que se passa a seguir deixa-nos realmente investidos no que irá acontecer. Tem cenas que são difíceis de ver, não por serem gráficas mas sim por causa da emoção que nos fazem sentir. Gostaria de falar mais sobre o filme, no entanto este filme tem que ser experimentado sem saber o que vai acontecer. Uma ultima nota, a imprensa consegue ser uma cambada de sacanas. No final este filme, pessoalmente é para ver na TV, pois nunca iria de propósito ao cinema para o ver, em termos de qualidade é um filme excelente, digno de estar na colecção de DVD's de alguém que gosta do género. Vejam o trailer, se for um filme que vos interesse, vão ficar agradavelmente surpreendidos.

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publicado às 00:42


Crítica - As cinquenta sombras de Black

por falarmd, em 14.02.16

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 A paródia de Cinquenta sombras de Grey, um dos piores filmes do ano passado, por isso gozar com o filme será fácil, certo? Neste filme temos Hannah (Kali Hawk) é uma rapariga tímida que sempre teve dificuldades em relacionar-se com o sexo oposto. Certo dia entrevista Christian (Marlon Wayans), um dos empresários mais ricos e promissores do momento. Nesse encontro, ela descobre um homem fascinante que, para sua surpresa, se mostra interessado em conhecê-la mais intimamente. Nasce assim uma complexa relação erótica e emocional entre ambos: Hannah vê-se envolvida nos prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objecto de desejo de Christian. Se a sinopse é familiar, é porque este filme é a repetição do outro filme, quase igual, só que com piadas(se é que se podem chamar isso) e actores negros. Não vi o original, mas de certeza que é melhor que esta porcaria.Supostamente é uma comédia, e ri(pouco) em algumas partes pois quando algo remotamente engraçado acontece, é uma lufada de ar fresco, num filme que é aborrecido, a sério, quase adormeci a meio. Se a história do original não era grande coisa, ao tentarem imitar o que acontece no original juntando algumas piadas, não funciona.O filme é aborrecido, como disse antes, não há piadas, apenas coisas que acontecem. Quando o que supostamente deveria ser uma piada acontece, ficamos apenas com a sensação que algo aconteceu, e se calhar devia me rir, mas não consigo pois o filme não tem piada. Sem querer chatear muita gente, falemos da raça, o filme basicamente retrata negros como ladrões, viciados em droga e ignorantes. Se ele é suposto ser um executivo rico, a primeira cena que vemos é ele a roubar um carro, e depois ele a dizer que a fortuna foi feita com drogas. Faz uma "piada" que não lhe ensinaram a contar. Não é preciso aprofundar pois senão ficarei realmente chateado. No final, um filme que é suposto ser uma comédia é chato, sem piadas, com maus estereótipos, o exemplo perfeito de um filme a evitar, nem que apareça na TV, vale a pena ver. Quando eu parei de ver o Pátio das cantigas, por ter piadas foleiras, pelo menos esse filme tinha algo parecido com piadas, faz-me ver esse filme com outros olhos.

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Crítica - Deadpool

por falarmd, em 13.02.16

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 Esta é a minha personagem favorita da Marvel, os trailers tem sido excelentes, mas será que desta vez acertam na personagem, pelo menos nunca será pior do que foi feito á personagem no ultimo filme em que apareceu. Neste filme temos a história do menos convencional dos anti-heróis, Wade Wilson(Ryan Reynolds), antigo operacional das Forças Especiais transformado em mercenário. Após ser submetido a um tratamento ilegal, pro cancro, que o deixa com a capacidade de curar rapidamente qualquer lesão, adota o alter ego Deadpool. Armado com os seus poderes e um sentido de humor negro e retorcido, Deadpool dá caça aos homens que quase destruíram a sua vida. Um dos melhores filmes de super herois dos últimos tempos, finalmente fazem jus á personagem. Como disse no principio, eu sou fã da personagem, por isso muito do anormal que aparece no filme,é algo que estava a espera no filme, no entanto toda a gente no cinema parecia que compreendia o que se passava e muitas vezes o auditório todo riu ruidosamente.A comédia no filme é excelente, e no principio do filme tem títulos iniciais que temos que estar atentos pois são hilariantes, já para não falar no final do filme com uma animação engraçadíssima que fez toda a gente ficar no lugar. Ryan Reynolds, entende a personagem, no entanto, não é só de humor que o filme está cheio, tem também muita emoção e uma das melhores histórias de amor em filmes de Super Herois.Morena Baccarin como Vanessa, o interesse amoroso de Wade, tem muita química entre eles, e conforme apresentam o romance, quando algo acontece ficamos investidos no amor destas personagens. As interacções entre T.J. Miller,Weasel, e Reynolds, são boas e muito do humor funciona no diálogo entre eles. A acção é violenta, mas ao mesmo tempo divertida e emocionante, algumas das melhores cenas de acção neste tipo de filmes. A integração dos dois X-men no filme é boa e servem um propósito, quando aparecem para o confronto final percebemos porquê, não são só cameos. Algo que adorei foi que o taxista que aparece no inicio, tem uma história própria que quando reaparece dá algumas  das melhores piadas do filme. Sinceramente, não sei quem não irá gostar do filme, no entanto, o filme é violento e não é apropriado para crianças, com cenas de sexo explicito e mortes sangrentas, se forem de adolescentes para cima este filme é para vocês. No final, este é um excelente filme que irei comprar em DVD, não sei que mais dizer para recomendar o filme, a ver no cinema, e em alguns pontos o filme funciona como um bom filme para o dia dos namorados.

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publicado às 01:16

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 Depois de Django, Tarantino volta ao Western, mas será este tão bom como o anterior. Este filme passa-se alguns anos após o final da Guerra Civil, uma diligência atravessa a paisagem invernosa do Wyoming. Os passageiros, o caçador de prémios John Ruth (Kurt Russell) e a sua prisioneira Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh) vão a caminho da cidade de Red Rock onde Ruth entregará Domergue à justiça. Pelo caminho encontram dois desconhecidos, o Major Marquis Warren (Samuel L.Jackson), antigo soldado da União que também se dedica a caçar criminosos foragidos, e Chris Mannix (Walton Goggins), um antigo rebelde sulista que afirma ser o novo xerife da cidade. Um nevão obriga-os a procurar abrigo numa estalagem onde são recebidos por quatro estranhos. Bob (Demian Bichir) - que está a tomar conta do estabelecimento enquanto a proprietária visita a mãe - Oswaldo Mobray (Tim Roth), carrasco em Red Rock, o cowboy Joe Gage (Michael Madsen) e o antigo general confederado Sanford Smithers (Bruce Dern). À medida que a tempestade se espalha sobre o vale, os nossos oito viajantes ficam a saber que podem nunca chegar Red Rock... O filme é brilhante, no entanto antes de decidirem ir ver, tenham a noção que este filme é mais acerca do mistério do que um filme típico de Western. Tarrantino é um mestre do diálogo, e isso é evidente neste filme, a grande parte do filme é os personagens a falar e a tentar descobrir o que se passa na cabana. Samuel L. Jackson devia ter sido nomeado para os Óscares, pois este filme, a ter um protagonista, é ele. Todos os actores dão uma boa performance, conseguem ser odiosos, engraçados, ameaçadores, simpáticos e completos bastardos. Em termos de desenvolvimento de personagem, quem passa de odioso a uma das mais interessante personagens no filme é Goggins.No entanto temos que realçar a interpretação de Dern, que tem uma das cenas mais tensas, e um dos melhores exemplos do que Tarantino faz com diálogo, e a interacção com Jackson, torna a cena memorável. No entanto este filme, é basicamente dois filmes, por ordem do director, mas também em termos de tom. Na primeira parte temos o mistério, na segunda a resolução e conflito. Se o primeiro cria a tensão e o mistério maravilhosamente, o segundo é típico Tarantino com sangue, acção espectacular e muita morte. O filme faz lembrar os antigos westerns, com a sua banda sonora e os visuais. Os visuais neste filme são espectaculares, merecedores de serem vistos no cinema. Apesar de haver muito racismo neste filme, percebe-se pois é típico da época, em certo modo, mais contextualizado que em Django. Tenho que dizer, o racismo de Leigh, e o que ela apanha por isso, dá algumas das cenas mais engraçadas no filme. Não posso falar em específicos sobre as personagens, pois com oito personagens num filme de mistério, seria revelar demais, já o que disse sobre Goggins pode ser "spoiler". Mas algumas personagens são tipos/cartoons, principalmente a de Roth, que interpreta o estereotipo do inglês na América, que quase ficamos a pensar porque não utilizou Christoph Waltz. No final ,é um excelente filme que tem que ser visto no cinema, no entanto com 3 horas não posso propriamente recomendar ver a qualquer hora do dia. Por causa da duração vou recomendar uma matine, pois se forem às 4 só saem as 7 e pouco. Mas o filme é excelente.

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Mais uma série de filmes que faz isto que eu faço parecer trabalho. Neste filme e através de uma série de mal-entendidos, Alvin, Simon e Theodore passam a acreditar que Dave se prepara para os abandonar após pedir a sua nova namorada em casamento. Os Chipmunks têm apenas três dias para o impedir, ficando a salvo não só de perder Dave, mas também de ganharem um terrível meio-irmão. Sejamos curtos e grossos, este filme é algo que deveria ter ido directamente para vídeo. O mesmo tipo de piadas infantis, sem graça, pessoas a fazer papeis ingratos. Outro que não consegui ver até ao fim. Suponho que a comédia está direccionada para crianças de 4 a 6 anos, mas isso não significa que tenham que fazer um mau filme. Sinceramente, os Pais não precisam de levar as crianças ao cinema ver isto, esperem que apareça em DVD, ou aluguem no telecine ou algo parecido. Se os outros não eram bons este não melhorou a qualidade. A evitar, mas se os vossos filhos gostam da série não há razão para os levarem ao cinema, esperem um bocado pelo DVD, assim pelo menos não têm que assistir esta porcaria, a EVITAR.

 

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publicado às 00:41

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