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Crítica- Bons rapazes

por falarmd, em 28.05.16

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 Um dos meus filmes mais antecipados deste ano, o trailer era fantástico, mas será que o filme cumpre a promessa. Neste filme temos Los Angeles, durante a década de 70, Holland March (Ryan Gosling) e Jackson Healy (Russel Crowe) são dois detectives privados forçados a trabalhar em conjunto para deslindarem um caso que envolve o desaparecimento de uma jovem e a morte aparentemente não relacionada de uma antiga estrela de filmes para adultos.

Fico feliz por mais um dos meus filmes mais antecipados, cumpra a promessa de um bom filme.No entanto devo dizer que muita da melhor comédia, está no trailer. Dito isso, o filme vale, não pela comédia, mas sim pelas duas personagens principais e a química entre eles. Este filme é um filme de dois estranhos juntarem-se e cooperarem para um fim, este tipo de filme só funciona se tivermos personagens que gostamos. Gosling apesar de ter problemas é competente, assim como Crowe, e é no admitir isso que eles funcionam. A história/mistério, toma segundo lugar relativamente a estes personagens, no entanto o mistério está bem conseguido e a história é cativante. Tenho vindo a admirar os dois actores principais, mas para mim quem também temos que realçar no filme é a filha de Gosling, Holly March(Angourie Rice), que quase rouba o filme deles e é uma das mais bem conseguidas personagens do filme. A acção do filme também é boa, mas apesar do trailer estragar uma cena, mesmo assim foi divertido vê-la no filme. Como é um mistério não dá para falar muito, mas como disse anteriormente, o filme vale pelas personagens que apresenta, e gostaria que este filme tivesse uma sequela. O mundo que eles criam é interessante, e é muito bem filmado, no entanto engana o espectador com toda a cor a ignorar o facto que este filme é basicamente uma "comédia noir". No final, e porque não quero aprofundar muito na história, este é um dos melhores filmes do ano, divertido e interessante, personagens que adoro, um bom tempo no cinema, recomendo vivamente. Posso porém admitir que este filme, devido aos trailers, poderá enganar, pois não é simplesmente uma comédia mas um filme "buddy cop", mas eu adoro esses filmes.

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publicado às 01:19


Crítica- Alice do outro lado do espelho

por falarmd, em 28.05.16

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 Admito, gostei do primeiro, julgo que tomou muitas liberdades, mas era um filme engraçado. Quando vi o trailer deste filme, atiraram a história origina fora e criaram algo novo. Neste filme Alice Kingsleigh (Mia Wasikowska) passou os últimos anos a seguir as pisadas do pai e a navegar pelos mares. De volta a Londres, encontra um espelho mágico que lhe permite regressar ao reino fantástico do País das Maravilhas e aos seus amigos Coelho Branco (Michael Sheen), Lagarto (Alan Rickman), Gato de Cheshire (Stephen Fry) e Chapeleiro Louco (Johnny Depp). E é precisamente o Chapeleiro Louco que enfrente um grave problema: perdeu a sua excentricidade. Mirana (Anne Hathaway) envia então Alice para pedir o Chronosphere, um globo metálico que se encontra no interior da câmara do Grande Relógio que alimenta todo o tempo. Ao regressar ao passado, Alice vai deparar-se com amigos e inimigos em pontos diferentes das suas vidas e embarcar numa corrida perigosa para salvar o Chapeleiro Louco, antes que seja tarde de mais.

Toda esta história não está no original, digo o livro, por isso quando vejo este filme e chego ao fim, só pensei, tanta coisa por nada. E esse é o maior problema do filme, no fim do dia, não há propriamente sentido em fazer este filme.Os efeitos especiais, CGI são bons e as ideias estão em linha com o original. Numa outra nota positiva, gostei do mundo que eles criaram, é um mundo em que se está sempre a passar qualquer coisa e que é fantástico de olhar. Sasha Baron Cohen foi uma personagem que gostei no filme, e que falava mais sentido, quando adverte sobre os perigos de viajar no tempo e ninguém liga, ficamos sem saber o porquê que ela arrisca tanto por nada. Relativamente aos outros actores no filme, basicamente são caricaturas, e quase tem os seus atributos serem mais parecidos com o do chapeleiro louco. E a mania do filme de tentar dar uma história para cada personagem, irritou. Esse ponto não só irritou como também arrastou o filme, vamos de ponto em ponto para aprendermos algo sobre personagens, sem haver um foco sobre a Alice, a suposta personagem principal. Admito que o final é interessante, mas fazem duas coisas que me irritam. Todo o perigo que vai aumentado, no final resolvem de uma forma que faz o filme perder todo o sentido. E o que me irritou mais foi uma cena no final que no anterior não gostei mas que neste fez-me gritar para o ecrã:"a sério". Se pensarmos bem, tudo isto porque o Chapeleiro louco está triste, sinceramente quem se importa. E tem tantos momentos a meio do filme que são tão parados que se tornam chatos. Para um filme com menos de duas horas, senti que fosse mais. No entanto, para quem gostou do filme anterior, pode ser interessante  voltar a este mundo, e se gostam das personagens, ficam a saber mais sobre elas. No final, é uma sequela desnecessária, o filme é previsível, muita da premissa não faz sentido, mas o mundo é interessante e tem alguns bons momentos. Eu diria ver numa matine se gostam do original, mas o filme tinha que acabar como acabou e por isso não posso recomendar gastar dinheiro nisto, vejam na tv se tiverem interesse, já esperaram 6 anos, mais um bocado não será problema.

 

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publicado às 00:49


Crítica - X-men: Apocalipse

por falarmd, em 22.05.16

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 Sou um dos maiores fãs dos X-men, por isso este foi um dos filmes mais antecipados deste ano. Neste filme temos Apocalipse que era adorado como um deus. O primeiro e mais poderoso mutante do universo X-Men, acumulou poderes e tornou-se imortal. Ao acordar após milhares de anos, fica desiludido com o mundo que encontra e recruta um grupo de poderosos mutantes, incluindo um desiludido Magneto (Michael Fassbender), para purificar a humanidade e criar uma nova ordem mundial, sobre a qual reinará. Com o destino da Terra em causa, Raven (Jennifer Lawrence), com a ajuda do Professor X (James McAvoy), irá liderar uma equipa de jovens mutantes para combater o inimigo e salvar a humanidade da destruição.

O meu maior problema é como classificar este filme, pois tem momentos que adorei e outros que me aborreceram. Começamos pela acção, tem acção e no final é um exagero, mas o maior problema é que no final apesar de se estar a passar muita coisa, não é excitante nem sequer estamos muito investidos nas personagens. Repetiram a cena de paragem no tempo, e apesar de ser interessante, não é a novidade que foi no outro filme. O filme tem momentos interessantes, mas sem investimento emocional. O investimento emocional, e apresentação de novas personagens, estava a ser bem conseguido, até ao 1º terço do filme, e depois começa a história de Apocalipse e o ritmo aumenta que deixamos de acompanhar as personagens. McAvoy é bom como professor X, Fastbender também, Lawrence parece aborrecida a maior parte das vezes. Apareceu no trailer, por isso não é spoiler, mas Wolverine aparece no filme, e é forçado, e a cena nem é assim tão boa. Gostei das novas personagens, e espero ver mais com eles, pois quando o filme focou neles foram os melhores momentos. Apocalipse, nos comics, entendo as suas motivações, aqui, e vi o filme á pouco, não consigo precisar qual é o seu objectivo. Alguns dos cavaleiros do apocalipse, mesmo magneto, quase só tem duas ou três falas, de resto é eles a usar os seus poderes. Este facto torna o acto final/confronto, oco e vazio, sem nenhuma cena/acção memorável. Falando da acção no final, o CGI é horrível, e é visível o que foi feito, nunca sentimos que o que se está a passar é verdadeiro. Se o vilão e os seus capangas são fracos e sem interesse, já os outros novos personagens do lado bom, são a melhor coisa do filme. Jean Grey(Sophie Turner) é boa no filme e a sua personagem é interessante, principalmente nas interacções com x-men da sua idade.Scott Summers(Tye Sheridan),finalmente têm uma personalidade e a sua história é trágica mas ao mesmo tempo gostamos dele. Kurt Wagner(Kodi Smit-Mcphee)é engraçado e com poderes fixes , e estava ansioso para ver a sua interacção com os outros personagens. Porém entra o vilão e tudo o que eu estava a espera é posto de lado para termos este conflito.Quicksilver(Evan Peters), é bom no filme, e tem alguns dos melhores momentos, mas acho que o tornaram demasiado poderoso, pois se pensarmos bem ele quase que podia resolver tudo sozinho. No final, e sem me alongar ou fazer spoilers, o filme tem bons momentos que para quem gosta dos X-men vai gostar, mas o filme exagera no final, numa luta com pouco investimento emocional e se formos honestos, chata. O problema é esse, o filme começa interessante e depois torna-se chato, pois não conseguem focar-se só numa coisa. O filme não é mau pois a história e as motivações são claras, mas  com tantas falhas não posso recomendar ver no cinema, se o virem na tv vão apreciar muitos dos elementos desta história. Algo extra: o final e a resolução do problema foi algo do mais "deus ex-machina" que já vi.

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publicado às 00:48


Crítica - Má vizinhança 2

por falarmd, em 19.05.16

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Há muito poucas sequelas de comédias que sejam boas, eu gostei do filme original, mas não foi a melhor comédia desse ano. O trailer do filme era engraçado e queria ver o filme, mas como esta semana havia promoção no cinema demorei a ir ver. Neste filme Mac(Seth Rogen) e Kelly(Rose Byrne) são pais recentes quando uma república de estudantes do sexo feminino, lideradas por Shelby(Chloe Grace Moretz) se muda para a casa ao lado. Perante a ameaça, o casal vê-se obrigado a unir forças com os antigos rivais,Teddy(Zac Efron), para juntos enfrentarem as novas e barulhentas vizinhas.

Adorei este filme, não só foi mais engraçado que o anterior, o filme tem em si uma boa mensagem. Os pais neste filme são maus pais, no entanto gostamos deles. Isto deve-se muito ao facto de que Rogen é a simpatia em pessoa e Byrne parece uma pessoa real. O filme não tem problemas em mostrar todos os aspectos de uma relação de pessoas mais velhas e com alguns anos de casados, nesse aspecto acho que pessoas mais velhas vão gostar. A personagem de Efron é mais triste e patética que no outro filme, e quando o filme foca nesse aspecto ficamos um bocado desconfortáveis, ainda bem que são raras as vezes que isso acontece. Porém, o filme tem noção disso, e há uma cena que goza com esse facto. Moretz e as suas amigas são adoráveis neste filme, e em muitas das situações queremos que elas consigam o seu objectivo. O feminismo neste filme é evidente desde as primeiras cenas, e apesar de exagerarem com a mensagem, gostei desse aspecto no filme e da luta destas miúdas. Nesse aspecto a mensagem social, não só funciona como é pertinente nos dias de hoje, com todos os excessos que vemos nas universidades. Mas, este é um filme de comédia, e essa em muitos momentos fez-me rir alto no cinema. Há uma cena com o airbag, que é hilariante, não só não sabemos como vai acontecer, mas quando acontece é tão engraçada que vale o preço do bilhete. O filme tem várias cenas que nos deixam a rir, e apesar de algumas estarem no trailer, vendo em contexto conseguem ser melhores. O que as torna melhores, é também o envolvimento com as personagens, como disse antes, não só entendemos o ponto de vista das universitárias e queremos as apoiar como também entendemos o ponto de vista do casal.No final, este é um filme que adorei e espero que muitos adolescentes o vão ver e tirem algumas ideias pois no fundo tem uma boa mensagem, e repetindo-me, comédia de chorar a rir. Um excelente filme a ver no cinema com muitos amigos. 

 

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publicado às 00:44


Crítica- Como ser solteira

por falarmd, em 07.05.16

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 Um filme que não tinha grande interesse em ver, mas como esta semana não havia nada para ver, que tivesse interesse, finalmente vi. Neste filme temos as vidas amorosas de cinco mulheres solteiras de Nova Iorque. Existe uma forma correcta e uma forma errada de ser solteira. Depois... há Alice. E Robin. Lucy. Meg. Tom. David.Nova Iorque está repleta de corações solitários que procuram o par ideal, seja para um romance, uma relação pontual, ou algo intermédio. Algures entre as conversas excitantes e os casos de uma noite só, estas mulheres têm em comum a necessidade de aprenderem a estar sós num mundo cada vez mais cheio de novas definições para o amor. Por isso, nunca dormir aqui e ali na cidade que nunca dorme foi tão divertido.

Para um filme que diz:"como ser solteira", farta-se de martelar o facto de que só estamos felizes é junto de alguém. Para mim, e estas críticas são a minha opinião, este filme foi mais deprimente que outra coisa. Alguém que estiver nos 30 e solteiro, vai ver estas personagens e perguntar-se o que está a fazer mal. Estas personagens não são o exemplo, elas divertem-se, mas as relações que têm são mais deprimentes e tristes que divertidas. No aspecto da diversão, para comédia, encontrei pouca, e a que havia era com a personagem de Rebel Wilson.Mas a comédia é principalmente forçada, e a comédia de Wilson é piadas de choque, que não acho muito divertidas. O filme é de Dakota Johnson, cuja história centra-se nela, e gostei dela como personagem, mas as suas decisões são más. O filme começa com uma má decisão que depois ao longo do filme querem que acreditemos que foi a melhor decisão. Acho que fiquei convencido, mas se não tivesse havido uma cena no final, diria que a culpa é dela. Alison Brie, que adoro, quase não tem nada para fazer no filme, e o que acontece á sua personagem contraria o que o filme, supostamente, quer dizer. A parte de como ser solteira, é aludida no filme, mas basicamente é ignorada para contar a história da personagem principal. A história está relativamente bem contada, mas tem momentos em que avança no tempo que ficamos sem saber o que se passou, e certas cenas acontecem que ficamos confusos. Gostei da personagem de Anders Holm, que consegue ser simpático mas que, novamente, o que lhe acontece é contrário á ideia do filme. Talvez eu tenha as expectativas erradas, mas estava a espera de um filme que contasse como lidar com o facto de ser solteira, o que o filme faz, mas denota a ideia que o melhor de tudo é não ser solteiro. O que torna o filme, melhor do que devia ser são as personagens, excepto a de Wilson, que é mais irritante que outra coisa. No final, o filme apesar de não ser tão engraçado com devia, tem boas personagens e momentos interessantes, se virem na tv e não souberem de nada poderão gostar, ver tv.

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publicado às 01:04


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