Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Crítica - A forma da Água

por falarmd, em 15.01.18

399055_pt.jpg

Ganhou vários prémios e tem sido aplaudido pela crítica, finalmente um filme de monstros bom. Neste filme, em 1963, durante o auge da Guerra Fria, Elisa (Sally Hawkins), uma solitária empregada de limpeza muda que trabalha num laboratório governamental, vê a sua vida mudar para sempre quando, com a sua colega Zelda (Otavia Spencer), descobre o resultado de uma experiência ultrasecreta: um estranho ser aquático que vive num tanque.

Adoro este filme, não só por termos um monstro assustador mas também por termos personagens que compreendemos as motivações e vilões complexos. Antes de mais este filme é belo e leva-nos para outro mundo e uma era diferente, nunca deixamos de acreditar no que está a acontecer. O monstro é lindo e muito realista, com grandes nuances que o tornam numa personalidade complexa. A história apesar de simples é bem executada e todos os actores brilham. Adorei Hawkins como alguém solitária e que se sente separada de todos. Devo dizer que não estava á espera de tanta nudez, mas pelo menos não foi gratuito. Spencer é boa mas não é pedido grande coisa dela. Quem brilha é Michael Shannon que apesar de ser um vilão e fazer coisas desprezíveis, ele tem uma razão ou motivação para isso e nunca é incompetente. O romance no filme funciona e é engraçado ver as reacções dos outros ao mesmo. O filme tem vários momentos de humor e romance mas nunca deixamos de sentir que a criatura não é ameaçadora. No final adorei este filme e recomendo vivamente a todos os que gostam de fantástico e romance, deve ser visto no cinema pela história e visuais.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:30

359940_pt.jpg

Gostei do trailer, e quando ganhou os prémios fiquei curioso. Neste filme , depois de meses passados sem um culpado no caso de assassinato da sua filha, Mildred Hayes(Frances Mcdormand) executa uma jogada ousada e pinta três cartazes com uma mensagem controversa dirigida a William Willoughby(Woody Harrelson), o venerado chefe de polícia da cidade. Quando, Dixon(Sam Rockwell), adjunto do xerife e menino de mamã imaturo com propensão para a violência, se envolve, a guerra entre Mildred e as forças da lei em Ebbing entra numa nova fase.

Adorei este filme, porém não posso dizer muito pois o filme desafia as expectativas e está constantemente a surpreender. Há comédia neste filme que funciona, mas para além disso há um sentimento de tragédia real que torna todas as personagens em trágicas. O filme é interessante do princípio ao fim, e o final é um dos melhores. AS personagens parecem pessoas reais, com destaque para as interpretações de Mcdormand e Rockwell. Harrelson é sempre bom, mas acontece cada coisa com a sua personagem que não esperamos. No final este filme é excelente e vale a pena ir ver ao cinema. Justifica os prémios que está a ganhar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:15


Crítica - A hora mais negra

por falarmd, em 15.01.18

399404_pt.jpg

 Eu adoro filmes históricos, principalmente sobre esta época, porém há o risco de biopic ser chato. Neste filme, a poucos dias de se tornar primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Winston Churchill (Gary Oldman)enfrenta um turbulento desafio: explorar um tratado de paz negociado com a Alemanha nazi, ou manter-se firme e lutar pelos ideais de liberdade e independência da nação. Enquanto as imparáveis forças nazis atravessam a Europa Ocidental e a ameaça de invasão se torna eminente, com um povo impreparado, um rei séptico e o próprio partido a conspirar contra ele, Churchill vai suportar a sua hora mais negra, reunir uma nação e tentar mudar o curso da história.

A história e o personagem são fascinantes, e se bem que podemos ver isto como algo necessário, os argumentos da oposição fazem sentido. Este filme é muito bem conseguido, conseguindo juntar humor a momentos verdadeiramente dramáticos. Admito que conheço algo da história, mas mesmo que não saibam, o filme permite que todos acompanhem a narrativa. A actuação de Oldman é excelente e irreconhecível, conseguindo transmitir todas as emoções da personagem. Admito que este filme possa tirar algumas liberdades com a história de forma a criar drama entre as personagens, porém funciona e percebemos ambos os pontos de vista. O filme dura 2 horas mas nunca fiquei aborrecido e os visuais são muito bons levando-nos até ao período. Gostaria de realçar a personagem de Lily James que serve de voz do espectador, mas que também humaniza a situação e dá um aspecto humano ás circunstâncias. No final este é um excelente filme, mesmo que não gostem de biopic, vale ver no cinema, adorei.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:05


Crítica - Um desastre de artista

por falarmd, em 07.01.18

371638_pt.jpg

Já saiu no ano passado, mas por cá é lançado este ano. Neste filme, um aspirante a ator(Dave Franco) conhece um enigmático desconhecido que dá pelo nome de Tommy Wiseau(James Franco). O encontro leva o ator a um caminho absolutamente inesperado e à criação do pior filme alguma vez feito.

Eu nunca vi o filme original em que este é baseado, porém já tinha ouvido falar dele. Dito isso, vi o filme sem preconceitos e gostei. Dizer que o filme é uma das melhores comédias seria errado, o filme tem elementos cómicos e dramáticos, porém no final ficamos com uma mensagem de esperança e dever cumprido. O filme não faz pouco de Wiseau, aliás J. Franco é excelente no papel e consegue mostra o lado mais humano do artista. D. Franco como o jovem artista é bom, porém sentimos sempre que ele é um espectador e não o protagonista. A história é cativante e nunca sabemos nada sobre Wiseau, porém é um personagem fascinante e trágico. A comédia neste filme existe e há muita, porém não é a gozar mas sim devido a estranheza do personagem. No final este filme é interessante e recomendo ver, mas numa matine.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:56


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Janeiro 2018

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D