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Crítica - Os Mortos não morrem

por falarmd, em 22.06.19

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Eu adorei o trailer do filme, parece mesmo o tipo de filme que gosto. Neste filme, na tranquila e pequena cidade de Centerville, passa-se algo de muito errado. A lua paira larga e baixa no céu, as horas de claridade estão a tornar-se imprevisíveis, e os animais começam a exibir comportamentos fora do normal. Ninguém sabe bem porquê. As notícias são assustadoras e os cientistas mostram-se preocupados. Mas ninguém prevê as mais estranhas e perigosas consequências que em breve vão começar a assolar Centerville. Os mortos erguem-se dos seus túmulos para atacarem e devorarem os vivos, e os habitantes da cidade têm de lutar pela sobrevivência.

O filme não sabe o que quer ser, comédia ou horror, as piadas não funcionam, acho que só achei engraçado a uma coisa. O filme é muito parado, com uma mensagem ambientalista exagerada, para além que não há mistério nenhum, já sabemos o que está a acontecer. Os atores são bons, mas não têm nada para fazer a não ser comentar sobre o que está a acontecer. Tem histórias que levam a lado nenhum, o final não faz sentido e torna o filme desnecessário. No final este filme foi uma perda de tempo, estive sempre à espera que ficasse bom, não ficou, evitar.

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publicado às 22:51


Crítica - BlacKkKlansman: O Infiltrado

por falarmd, em 10.09.18

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 O trailer prometia e o assunto parece fascinante. Neste filme,no início dos anos 70, durante um período de forte agitação social onde a luta pelos direitos civis vai subindo de tom, Ron Stallworth (John David Washington) torna-se o primeiro detetive afro-americano do Departamento da Polícia de Colorado Springs. A sua chegada é vista com ceticismo e abre hostilidades nos vários departamentos mas Stallworth está determinado a subir a pulso e a fazer a diferença na comunidade.

Com grande coragem, oferece-se para uma perigosa missão: infiltrar-se e expor a associação racista Ku Klux Klan. Fazendo-se passar por extremista, Stallworth contacta o grupo por telefone e acaba por ser convidado a entrar no seu núcleo. Consegue mesmo criar uma relação com o "Grande Feiticeiro", David Duke (Topher Grace), que elogia o empenho de Stallworth. Com a investigação a tornar-se cada vez mais complexa, é Flip Zimmerman (Adam Driver), que se faz passar por ele nos encontros cara-a-cara com os membros do Klan. Stallworth e Zimmerman juntam-se para derrubar a organização que se prepara para mudar o tom da sua retórica violenta de forma a apelar ao público em geral.

Adorei o filme, mas reconheço que tem alguns problemas, neste caso por culpa do director. A comédia neste filme funciona muito bem, e está bem balanceada pelo drama que percorre o filme todo. Todos os actores dão boas prestações e gostamos de quase todos os personagens. Aliás quase que simpatizamos com os elementos do clã, se não fosse pelo elemento mais bruto. A história é bem contada, mas é acrescentada (possivelmente) uma história amorosa que serve para lançar questões à audiência, muitas das vezes pouco subtilmente. Tem algumas interrupções para mostrar algumas referências que o publico pode não saber mas que parecem fora de lugar no filme. A tensão do filme está sempre a subir e tem momentos que são muito desconfortáveis pois gostamos destas personagens. O director quer dar a mensagem do sofrimento dos negros, mas apesar de funcionar, tem momentos que exagera e para o filme para realçar a mensagem. Aliás, e no final, eu adorei o filme,mas quando apareceu as cenas finais, a subtileza foi pela janela e a mensagem passou a ser direta, diria para ver no cinema, mas numa matiné. O filme é giro, mas demasiado longo e poderão não gostar da força da mensagem.

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publicado às 18:43


Crítica - Star wars: O último Jedi

por falarmd, em 17.12.17

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Dizer que estava ansioso por este filme é pouco. Neste filme  Star Wars: Os Últimos Jedi / Star Wars: The Last Jedi, Rey(Daisy Ridley) encontra Luke Skywalker (Mark Hamill)em Ahch-To, após ter viajado no Millennium Falcon na companhia de Chewbacca e de R2-D2, mas Luke recusa-se a passar-lhe os ensinamentos dos mestres Jedi. Entretanto, os combatentes da resistência, comandados pela General Leia Organa(Carrie fisher), são obrigados a evacuar a sua base perante a chegada de uma frota de naves da Primeira Ordem. Após um breve mas duro combate, as naves da Resistência escapam através do hiperespaço, mas surpreendentemente são seguidas por Lorde Hux.

É difícil falar deste filme sem o estragar, pois acontecem coisas que não estamos a espera e revelações que são surpreendentes.Dentro do que posso falar, os efeitos e os visuais são espectaculares e só por si valem o bilhete de cinema. As cenas de acção são variadas e constantes durante o filme. As personagens são fieis e ao mesmo tempo evoluídas, sendo dado bastante momento para brilharem. Os retornados Hamill e Fisher são excelentes nestes papeis e trazem alguma complexidade à história. As personagens de Driver e Ridley tem desenvolvimento merecido assim como um aprofundar das suas motivações. Estamos sempre entretidos, porém o filme tem um problema de história, pois estão três histórias a passar ao mesmo tempo, e tudo é sentido com bastante pressão, diria que o ritmo é frenético e urgente, porém há uma história que atrasa o filme e no geral não acrescenta nada de importante ou interessante ao filme. Dito isso o culminar de toda a tensão traz um momento de satisfação aliado a algo que não posso falar. No final os meus problemas com o filme são menores, e vale a pena ver no cinema, uma boa entrada neste universo.

 

 

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publicado às 23:43


Crítica - Sorte à Logan

por falarmd, em 07.09.17

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O trailer prometia diversão e estava ansioso por ver o filme. Neste filme, temos o divorciado, sem emprego e sem dinheiro, Jimmy Logan (Channing Tatum) é um antigo mineiro de carvão da Virgínia Ocidental que decide levar a cabo um esquema engenhoso para roubar o dinheiro da bilheteira de uma popular pista de automobilismo na vizinha Carolina do Norte durante uma corrida do campeonato NASCAR. Convence o irmão, Clyde (Adam Driver), que perdeu um braço na guerra no Iraque e agora cuida do tasco local, e a irmã, Mellie (Riley Keough), uma cabeleireira, obcecada por carros, a juntarem-se a ele no golpe. Para completar o grupo optam pelo excêntrico perito em demolições Joe Bang (Daniel Craig), que tem uma ligeira limitação: está fechado numa prisão. Jimmy e Clyde preparam um plano para o tirar da penitenciária o tempo suficiente para explodir o cofre do autódromo e esgueirá-lo de volta à sua cela antes que o diretor  se aperceba da ausência.

Gostei do filme, mas o ambiente frenético que o trailer prometia ficou aquém das expectativas. O filme para além de ser uma boa comédia com personagens caricatos, tem também um elemento de assalto e crime que funciona e é divertido de acompanhar. Tatum e Driver são convincentes como irmãos sem sorte e ligados entre eles. Craig, no entanto, rouba o espectáculo com a personagem mais entretida do filme. Nitidamente as personagens são simples, o filme mexe-se num ritmo frenético que não nos importamos demasiado com elas, mas sim com o que está a acontecer. Esse ritmo é o problema do filme pois quando acaba o assalto ainda temos alguns minutos que são demasiado parados para o resto do filme. Para além que veio uma personagem que parece pouco contribuir para o filme. O filme devido a passar pouco tempo com as personagens tem histórias que parecem de outra história, tornando a motivação de algumas personagens um bocado dúbia. No final o filme é divertido e se não fosse pelo final recomendaria mais vivamente, vale a pena ver mas numa matiné.

 

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publicado às 21:41


Recomendação-Paterson

por falarmd, em 15.05.17

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 Tinha ouvido falar coisas boas do filme, finalmente vi, adorei. Neste filme, a acção decorre na localidade de Paterson, em New Jersey, e acompanha um condutor de autocarros(Adam Driver) poeta.

A sinopse é simples, pois o filme em si é simples, acompanhamos esta personagem enquanto ela trabalha e está em casa. Porém é o contar de narrativas e o juntar da poesia que tornam este filme único. E a ideia de não desistirmos da nossa ambição, está presente ao longo do filme. O filme é calmo, parece que não se passa nada, porém ficamos ligados aos personagens e às suas relações que no final só apetece conhecer pessoas assim. A poesia é bem intercalada durante o filme e ganha cada vez mais significância ao longo da história. A relação entre o casal é complicada, porém apenas do nosso ponto de vista. O filme é calmo e ajuda a relaxar, não pensar nas coisas e apenas sentir-mos felizes em fazer o nosso trabalho. no final este filme é algo que vai nos ajudar a descontrair depois de um dia dificil no trabalho, adorei.

 

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publicado às 00:24


Crítica-Silêncio

por falarmd, em 23.01.17

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 Estava ansioso por este filme, não só porque fala de Portugal, mas também me lembra um dos meus filmes favoritos: A missão. Neste filme, no século XVII, dois padres jesuítas vindos de Portugal - Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garrpe (Adam Driver) - viajam até ao Japão sob ordens da igreja, na esperança de encontrarem o seu mentor, Frei Cristóvão Ferreira (Liam Neeson), e de investigarem rumores de que teria renegado a fé cristã. Nas terras nipónicas, onde o regime militar do clã Tokugawa baniu o catolicismo e quase todo o contacto com o estrangeiro, os dois jovens religiosos testemunham a perseguição dos japoneses cristãos pela mão do seu próprio governo. Eventualmente, os dois jesuítas separam-se e Rodrigues viaja até ao campo, interrogando-se sobre o silêncio de Deus face ao sofrimento dos seus filhos.

Adorei este filme, no entanto tenho noção que o inicio irá desmotivar muita gente. A cinematografia do filme realmente capta o ambiente dos cenários, desde a opressão e molhado da primeira parte até a luz e diferente estado de espírito na segunda. O grande problema para a maioria das pessoas será a primeira parte que demora hora e pouco até acontecer algo de importante, eu estava cativado do principio ao fim. As interpretações neste filme são muito boas, porém o personagem que gostei mais foi o inquisidor. E Driver é o personagem que faz mais sentido. O filme tem um elemento engraçado mas que no final faz todo o sentido, que é o ajudante dos padres e a sua busca incessante por perdão. As temáticas religiosas são bem tratadas e nunca ficamos contra uma religião, o filme é mais sobre o teste da fé destes padres do que um ataque a religião. Algo que também gostei no filme foi a falta de banda sonora, temos momentos de puro silêncio em que estamos só a apreciar o que se está a passar. No final, espero que o filme seja candidato a óscares e os actores tenham algum reconhecimento, adorei e recomendo vivamente, mesmo tendo a duração de quase 3 horas. Ver no cinema e apreciar a beleza do filme.

 

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publicado às 23:13

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Cerca de 10 anos depois o ultimo filme, ou séries de filmes, as Prequelas, que contrariamente ao que se diz nem foram assim tão más, mas também não formam boas( ok, no máximo).Finalmente chegou ao cinema o novo capítulo da saga. Neste filme temos a continuação da saga espacial criada por George Lucas. A ação é retomada 30 anos depois dos acontecimentos de "O Regresso de Jedi".(a trilogia original) Uma nova geração de personagens surge ao lado dos veteranos da trilogia inicial. Entre elas está Rey(Daisy Ridley), a sobrevivente endurecida por uma vida inteira a lidar com os foras-da-lei no deserto inóspito de Jakku; Finn(John Boyega), um guerreiro decidido a escapar ao passado que mergulha numa heróica e perigosa aventura; Poe Dameron(Oscar Isaac), um dos ases da resistência aos comandos de um moderno caça X-Wing, e BB-8, o leal Astromech Droid de Poe Dameron. Com a morte de Darth Vader, novas caras ocupam o lado dos vilões. Kylo Ren(Adam Driver),Sith, com o seu sabre de luz pouco convencional,Supreme Lider Snoke(Andy Serkis) líder da Primeira Ordem, a Capitão Phasma(Gwendoline Christie), comandante das legiões de Stromtroopers; e o impiedoso General Hux(Domhnall Gleeson). Antes de começar, tenho que admitir que sou um fã de Star Wars. Dito isso, o filme não desaponta mas tem alguns problemas, mas sinceramente, perfeição é difícil. Comecemos pelas personagens, gostei da actuação de todos, e fizeram-nos acreditar neste mundo e nas situações em que se encontravam. Boyega foi engraçado mas ao mesmo tempo uma personagem competente e determinada. Daisy Ridley, em muitos aspectos é o melhor deste filme e consegue ser a personagem que gostamos mais. Oscar Isaac como Poe, teve pouco tempo para que nos apegasse-mos á sua personagem, mas quando apareceu foi excelente. Uma mistura de arrogância e simpatia. Os vilões foram ameaçadores, quando necessário, no entanto gostava que Kylo Ren fosse algo mais ameaçador, quando vemos a cara de Adam Driver não pensamos em ameaçador mas criança petulante. A personagem de Serkis consegue ser ameaçadora e poderosa ao mesmo tempo, e porque é que o holograma tinha que ser tão grande, enfim. A personagem de Gleeson é que pareceu um bocado demasiado como um vilão de comédia, não senti uma presença intimidadora da sua parte. A acção é espectacular e que só por isso vale a pena ver no cinema. Temos bastantes cenas de lutas espaciais, bem, pelo menos entre naves, há pouca acção no espaço. A história segue o mesmo ritmo que o primeiro filme da série(Star Wars, a new hope), mas mesmo assim consegue ser original e cativante. Devo dizer que apesar de parecer ameaçadora no filme a Capitã Phasma pouco faz no filme, e o que lhe acontece, apesar de ser engraçado deixa algo a desejar. As lutas com os "Lightsabers" são muito boas e bem coreografadas. Devo dizer que o trailer do filme não estraga nada do que acontece no filme. As personagens que regressam acrescentam muita da alma deste filme, e dão um impacto emocional extra, principalmente para quem viu os outros filmes. No entanto as novas adições conseguem trazer muito do que de bom tem o filme, não são apenas as personagens antigas que brilham, na maior parte das vezes são as novas personagens que carregam o filme nos ombros. Sinceramente adorei o filme, o meu único problema é que talvez a cena final seja um bocado desnecessária, e gostaria que estivesse numa cena depois dos créditos. E BB8 o novo droid, consegue ser algo que é adorável e engraçado, se levarem os vossos filhos, tenham cuidado que este natal vão vos pedir um. No final este filme consegue ser algo que quem não viu os outros vai gostar e os que gostaram dos anteriores vão adorar pois certas coisas que acontecem têm um impacto muito maior. É um filme que recomendo ver no cinema e que merece um lugar numa colecção de DVD's, eu sei que eu vou ter. Uma excelente continuação da saga. Espero não ter feito nenhum Spoiler, um bom tempo no cinema.

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publicado às 01:20


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