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 Nunca cheguei a ler os livros, mas o trailer prometia. Neste filme,Jake Chambers(Tom taylor) é um jovem aventureiro de 11 anos que descobre pistas sobre outra dimensão chamada Mid-World onde encontra o solitário pistoleiro Roland Deschain(Idris Elba), que procura alcançar a "Torre Negra". Nesse local misterioso em End-World pretende descobrir um ponto entre o espaço e o tempo que lhe permitirá impedir a extinção de Mid-World. Mas com vários monstros e o feiticeiro Walter Padick (Matthew McConaughey) em sua perseguição a dupla improvável descobrirá que a missão poderá ser difícil de completar.

Novamente sei que há muitos livros e está cheio de mitologia, mas para um filme de hora e meia, quem não souber nada fica relativamente perdido. O filme centra-se em três personagens, mas as únicas que tem alguma definição é  a de Taylor e Elba, mesmo assim não há grande caracterização. O maior problema do filme é esse , as personagens parecem superficiais e não temos nada que ligamos relativo ao destino destas. McConaughey não lhe é dado nada para fazer, porém e convincente como o vilão, mas só é vilão porque dizem que sim. As cenas de acção são boas mas nada de espectacular, mesmo a grande no final parece pouco imaginativa. O filme está cheio de exposição e momentos que não percebemos o que esta a acontecer. Isto pára o filme muitas vezes, para além dos momentos de caminhar para algum lado. As coisas mais fixes do filme estão no trailer, o resto parece só enchimento, e estamos a falar de hora e meia. O filme foi destilado em algo relativamente simples e com um final previsível. AS cenas de camaradagem entre Elba e taylor são boas mas o resto parece vazio. No final o filme não é mau, mas nada que recomende ver no cinema, o melhor e ver na tv, é relativamente curto.

 

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publicado às 18:40


Crítica - As armas de Jane

por falarmd, em 16.10.16

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 Como não tenho tido vontade de ir ao cinema, vi um western, costuma ser um género que me dá nostalgia. Neste filme, Jane(Natalie Portman), quando o marido chega a casa moribundo e com oito balas no corpo, ela procura a ajuda de um antigo amante(Joel Edgerton) que não vê há dez anos para defender a sua quinta.

Geralmente os westerns costumam ser divertidos ou cativantes, este foi mais um estudo do péssimo modo de vida do velho oeste. O filme, em si não é mau, e se virem o filme até ao fim poderão gostar. No entanto a primeira parte deste filme está cheia de flashbacks de modo a tornar uma história muito simples, num  mistério para quem está a ver. No inicio deste filme, não sabemos das relações entre as personagens e só no final a história toda fica clara, no entanto é tão fácil de adivinhar a situação que se não fosse pelo carisma das estrelas estaria-mos desinteressados. Porém admito que no terceiro acto estava investido no que ia acontecer as personagens principais. O melhor deste filme são as interpretações de Portman e Edgerton, que carregam o filme nas costas. Quase não reconheci Ewam Mcgregor como o vilão, mas acertou o papel. O passo do filme é muito lento e de certo modo é mais um estudo sobre a vida no Oeste, pois é tudo focalizado em dois ou três lugares com muito diálogo e flashback que arrastam o filme. O confronto final parece um bocado cómico e irrealista tendo em conta a quantidade de vilões que vão atrás deste casal.  Já agora para um filme que se chama as armas de Jane, ela quase não as usa e de certa maneira é demasiado dependente de outros para a sua própria sobrevivência. Não é spoiler, mas no final do filme fiquei sem saber porque é que ela saiu de casa no inicio, se calhar perdi qualquer coisa. No final, este filme tem boas coisas e é interessante o suficiente para aguentar até ao fim, o final é bastante positivo. Algo para ver na TV se gostarem de Westerns.

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publicado às 19:09


Crítica - Os sete magníficos

por falarmd, em 27.09.16

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 Lembro-me vagamente de ter visto o original, por isso este filme foi quase original, pois o anterior já foi a tanto tempo. Neste filme, temos a cidade de Rose Creek encontra-se sob o cruel domínio do industrial Bartholomew Bogue (Peter Sarsgaard). Desesperada, a população contrata sete marginais, caçadores de prémios, jogadores e pistoleiros a soldo, para os protegerem: Sam Chisolm (Denzel Washington), Josh Faraday (Chris Pratt), Goodnight Robicheaux (Ethan Hawke), Jack Horne (Vincent D'Onofrio), Billy Rocks (Byung-Hun Lee), Vasquez (Manuel Garcia-Rulfo) e Red Harvest (Martin Sensmeier). Enquanto preparam a cidade para o confronto violento que sabem estar a aproximar-se, os sete mercenários acabam a lutar por algo mais do que apenas dinheiro.

Enquanto género, os filmes de cowboys, são escassos e por vezes de qualidade duvidosa. No entanto deram-nos várias pérolas do cinema, o meu filme favorito é um western: O bom, o Mau e o Vilão. Neste filme o realizador não tenta inventar a roda, e segue o padrão comum nestes filmes, e mesmo assim funciona. De destacar, as cenas de acção, e tem duas principais, que só por isso vale a pena ver no cinema. Diria que a final dura uns bons 15 minutos e é boa de principio ao fim. O filme também tem muito humor para contrastar os períodos mais calmos do filme. As personagens são planas, e quase estériotipos, no entanto os actores dão vida às personagens e tornam-nas mais interessantes do que o que está escrito para elas. De notar Denzel, Pratt e Hawke, que  tem o maior desenvolvimento e que gostamos mais. O filme está cheio de clichés, mas que funcionam na mesma, e fiquei surpreendido com acontecimentos no final do filme. O vilão é mau, e torcemos para que ele perca, no entanto o filme tem um sub-plot que achei demasiada coincidência. No final, este filme é o que desejaria-mos num filme de verão: acção, humor, personagens que gostamos, final satisfatório, diria que é um bom tempo no cinema.

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publicado às 01:40

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 Depois de Django, Tarantino volta ao Western, mas será este tão bom como o anterior. Este filme passa-se alguns anos após o final da Guerra Civil, uma diligência atravessa a paisagem invernosa do Wyoming. Os passageiros, o caçador de prémios John Ruth (Kurt Russell) e a sua prisioneira Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh) vão a caminho da cidade de Red Rock onde Ruth entregará Domergue à justiça. Pelo caminho encontram dois desconhecidos, o Major Marquis Warren (Samuel L.Jackson), antigo soldado da União que também se dedica a caçar criminosos foragidos, e Chris Mannix (Walton Goggins), um antigo rebelde sulista que afirma ser o novo xerife da cidade. Um nevão obriga-os a procurar abrigo numa estalagem onde são recebidos por quatro estranhos. Bob (Demian Bichir) - que está a tomar conta do estabelecimento enquanto a proprietária visita a mãe - Oswaldo Mobray (Tim Roth), carrasco em Red Rock, o cowboy Joe Gage (Michael Madsen) e o antigo general confederado Sanford Smithers (Bruce Dern). À medida que a tempestade se espalha sobre o vale, os nossos oito viajantes ficam a saber que podem nunca chegar Red Rock... O filme é brilhante, no entanto antes de decidirem ir ver, tenham a noção que este filme é mais acerca do mistério do que um filme típico de Western. Tarrantino é um mestre do diálogo, e isso é evidente neste filme, a grande parte do filme é os personagens a falar e a tentar descobrir o que se passa na cabana. Samuel L. Jackson devia ter sido nomeado para os Óscares, pois este filme, a ter um protagonista, é ele. Todos os actores dão uma boa performance, conseguem ser odiosos, engraçados, ameaçadores, simpáticos e completos bastardos. Em termos de desenvolvimento de personagem, quem passa de odioso a uma das mais interessante personagens no filme é Goggins.No entanto temos que realçar a interpretação de Dern, que tem uma das cenas mais tensas, e um dos melhores exemplos do que Tarantino faz com diálogo, e a interacção com Jackson, torna a cena memorável. No entanto este filme, é basicamente dois filmes, por ordem do director, mas também em termos de tom. Na primeira parte temos o mistério, na segunda a resolução e conflito. Se o primeiro cria a tensão e o mistério maravilhosamente, o segundo é típico Tarantino com sangue, acção espectacular e muita morte. O filme faz lembrar os antigos westerns, com a sua banda sonora e os visuais. Os visuais neste filme são espectaculares, merecedores de serem vistos no cinema. Apesar de haver muito racismo neste filme, percebe-se pois é típico da época, em certo modo, mais contextualizado que em Django. Tenho que dizer, o racismo de Leigh, e o que ela apanha por isso, dá algumas das cenas mais engraçadas no filme. Não posso falar em específicos sobre as personagens, pois com oito personagens num filme de mistério, seria revelar demais, já o que disse sobre Goggins pode ser "spoiler". Mas algumas personagens são tipos/cartoons, principalmente a de Roth, que interpreta o estereotipo do inglês na América, que quase ficamos a pensar porque não utilizou Christoph Waltz. No final ,é um excelente filme que tem que ser visto no cinema, no entanto com 3 horas não posso propriamente recomendar ver a qualquer hora do dia. Por causa da duração vou recomendar uma matine, pois se forem às 4 só saem as 7 e pouco. Mas o filme é excelente.

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publicado às 00:51


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